Quais são as técnicas que a equipe Casa Disfagia pode indicar?
O uso da eletroestimulação e da fotobiomodulação (laserterapia) são realizados pela equipe Casa Disfagia, desde que tenham indicação para aquela criança, adulto ou idoso. Esses recursos são importantes na terapia em disfagia, principalmente por acelerar o resultado, mas não necessariamente são indicados para todos. A sua utilização de forma equivocada, ou mesmo com menor potência do que indicado, além de não trazer o resultado esperado, pode também prejudicar o paciente.
A eletroestimulação compreende a aplicação de eletrodos sobre a pele (ou sobre a língua por meio de dispositivos específicos) que fornecerão estímulos elétricos para aquela região. A depender da corrente elétrica escolhida e da forma como ela for programada tem-se um efeito: contração muscular, estimulação sensorial, analgesia ou relaxamento muscular.
Os eletrodos e os dispositivos de estimulação intraoral são individuais para cada paciente e selecionados de acordo com a região e área que precisa ser estimulada. Mesmo em crianças, o uso da técnica tem sido positiva, com boa aceitação e resultados com a aplicação.
É importante que fique claro que, apesar de tratar-se de uma corrente elétrica, a sensação não é de choque. O estímulo tem frequência bem baixa e não tem a capacidade de levar à dor. Além disso, para cada indivíduo é feita uma programação a depender da sua idade, do que se pretende com a técnica, da profundidade do músculo a ser atingido e dos níveis individuais de sensibilidade.
É uma técnica que tem sido estudada, mas ainda não temos comprovação científica do seu uso. Estudos com grupos controle tem sido realizados, com resultados estatisticamente positivos em favor do uso da eletroestimulação em indivíduos adultos que tiveram Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido como derrame. Em crianças, a eletroestimulação como um estímulo sensorial já apresentou resultados positivos em um estudo de aplicação, também com grupo controle.
A fotobiomodulação (laserterapia) é a aplicação da luz de baixa potência no tecido, para promover um efeito intracelular, favorecendo processos biológicos. Com isso, pode ser aplicado com o objetivo fonoaudiológico de favorecer o desempenho muscular, promover a resposta sensorial e influenciar a produção salivar. A depender do objetivo, é selecionado um comprimento de onda dessa luz, feito um cálculo de dose e aplicado na região pretendida, com pontos distribuídos conforme a área.
Tem ótima aceitação por parte dos pacientes, porém requer cuidados como proteção ocular durante sua aplicação e ausência de movimentos na região enquanto ela está sendo irradiada, o que pode dificultar o uso em crianças ou pacientes com agitação.
A laserterapia não apresenta comprovação científica quanto à reabilitação da disfagia. Em fonoaudiologia, existem resultados positivos em estudos com indivíduos adultos com dores em região da articulação tempero-mandibular. Além disso, já existe a comprovação de que a fotobiomodulação promove o aumento de produção da saliva em indivíduos com condições de boca seca, como idosos e pacientes irradiados, sendo esta uma das intervenções mais indicadas por nosso time.
A laserterapia não apresenta comprovação científica quanto à reabilitação da disfagia. Em fonoaudiologia, existem resultados positivos em estudos com indivíduos adultos com dores em região da articulação tempero-mandibular. Além disso, já existe a comprovação de que a fotobiomodulação promove o aumento de produção da saliva em indivíduos com condições de boca seca, como idosos e pacientes irradiados, sendo esta uma das intervenções mais indicadas por nosso time.
Apesar de não apresentar comprovação especificamente em disfagia, existem estudos realizados na Educação Física e na Medicina do Esporte que comprovam o favorecimento no desempenho muscular, na redução do cansaço em realizar tarefas e na recuperação neuronal. Portanto, existem diretrizes para a nossa aplicação.
A eletroestimulação e a fotobiomodulação (laserterapia) podem ser aplicadas em uma mesma sessão, com intuitos diferentes, mas facilitando-se e unindo-se para um mesmo objetivo. Uma vez que entendemos que a eletroestimulação e a laserterapia promovem reações no nosso corpo, mas que só promoverão melhoras no engolir de pessoas com disfagia quando bem associadas com outras técnicas, nunca indicamos qualquer uma delas isoladamente às demais técnicas ditas como tradicionais.
Quando fala-se de técnicas da terapia em disfagia, a importância maior é saber dominar como aplicá-las em conjunto, afinal, não somente determinado estímulo, exercício, eletroestimulação ou laserterapia não garantem a melhora. É preciso saber correlacionar cada um deles individualmente para cada perfil de paciente.
